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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Coletivo Sem Ruído



Quase) um microconto por dia. É esse o objetivo dessa galera, o @semruido, . Eles misturam a cultura do stêncil, nas ruas, com o Twitter. O resultado são narrativas curtíssimas (todas com menos de 140 caracteres, é claro), coladas em pontos estratégicos da cidade de São Paulo e postadas no Twiiter.

Vejam alguns dos microcontos:

62 - Estava a poucos segundos de perder tudo o que tinha conquistado. Tateou seus bolsos em busca da salvação. Game Over. -i

225 - Naquele dia não havia brilho nos olhos. Morreu um pouquinho.-k

39 - Colocou a câmera de lado. Percebeu que só fotografava o que queria esquecer. -i

Bacana, né?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Poesia digital - Parte I

Bora mudar de assunto? A gente precisa respirar novos ares, né?

Tem uma coisa que eu curto muito na literatura que é a sua versatilidade com as tecnologias de leitura e de escrita. Da época medieval, quando música e poesia se confundiam e eram divulgadas pela oralidade (lembram disso? matéria do bimestre passado, gente!), passando pelos manuscritos, pelos rolos de papiro, pelos primeiros livros costurados à mão, pela exploração de outros suportes como camisetas, outdors, mimeógrafos, etc., e chegando hoje às tecnologias digitais, os poetas foram adaptando os modos de escrita, as linguagens, os estilos e as formas de fazer circular a sua poesia.

Na internet, existem vários artistas que exploram o que a rede tem de melhor.

Hoje vou indicar dois sites de poesia digital do escritor @samirmesquita. É bacana demais como ele explora principalmente duas questões totalmente atuais: a nossa disposição para ler textos curtos e a linguagem multimídia da rede (imagem, som, animação, links, etc..

O primeiro, "Dois palitos", traz micropoemas que podem ser lidos enquanto um fósforo queima. São poemas curtíssimos que você lê à medida que seleciona os palitos em uma caixa de Fiat Lux.





O outro site, 18:30, faz uma brincadeira ótima com a nocão que temos de tempo e de espaço. Uma foto aérea de um engarrafamento e algumas micro histórias nos revelam cenas cotidianas muito interessantes. É levar a poesia para uma das situações menos "poéticas" do dia a dia: ficar preso no trânsito!



Vale dar uma espiada!
E quem quiser que conte outra!